Quando o barco se aproximou da ilha, Marvin, Julie, Knox, Div, Wally, Val e Nath já haviam preparado um discurso que acalmasse os demais passageiros. O motor do barco estava quebrado e cada um, com suas diferentes habilidades, deveria ajudar uns aos outros até a chegada do socorro. Julie, Val e Nath tinham a missão de conversar com os passageiros mais tensos.
Knox jogou a âncora, enquanto Marvin soltava o pequeno bote que levaria os passageiros até a ilha. O tempo e a maré mais baixa facilitavam o deslocamento e, em menos de 1 hora, todos estariam em terra - exceto Wally e Div, que temendo o desaparecimento do barco, tornaram-se voluntários para consertar o rádio e contactar a guarda costeira o quanto antes. Div ficara ao lado do namorado, mais por companhia do que por gosto.
Na pequena ilha de Floraça, o receio de Marvin se esvaiu aos poucos. Tinha absoluta certeza de que tudo o que acontecera até então não passara de pura coincidência. E que o primeiro passo para a sobrevivência era montar uma força tarefa para suprir as necessidades fisiológicas.
<<Mais uma vez, vou me apresentar. Meu nome é Marvin, tenente do Exército de Dartan, sou o segundo nome da área de tecnologia das Forças Armadas. Quero conhecê-los um por um por, descobrir as ferramentas e aptidões que cada um dispõe, para que nossa temporada em Floraça não se transforme em pesadelo. Peço que mantenham o voto de confiança. >>
Julie escutava atentamente o marido, nunca o tinha visto em ação. E olhando o céu, onde o sol já despontava, percebia que só agora, nesta viagem, tivera a oportunidade de melhor conhecê-lo. Mais até do que nos três anos de convivência na grande cidade.

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