14o Capítulo

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Sara prosseguia pelo corredor que parecia não ter fim. Antes de encontrar a primeira porta, uma sirene soou. Pensou em voltar para o gabinete do coronel Bert, mas quando percebeu, Norton já assumia a frente. <<Já?>> Ele acelerava o passo, enquanto gesticulava para que ela fizesse o mesmo. <<Senhorita April, preste muita atenção. Faça um esforço, guarde todas essas imagens – e tudo o mais que presenciar - na sua memória. Agora, vamos, corra!>> 

Ultrapassaram uma nova porta e Sara tropeçou em algo que parecia ser de carne e osso. <<Não pode ser… Capitão Norton, que tipo d…>>  Porém, não conseguiu completar o que tinha a falar. Norton puxou-a pelo braço, a fim de obrigá-la a andar mais rápido. <<Corra, senhorita, somente corra!>>

Percorriam uma sala escura. Sara sentia que o local tinha sido destruído. Aparelhos eletrônicos quebrados, peças espalhadas, embora não conseguisse ter certeza de nada, uma fumaça lhe cobria toda a visão. Sara pensava que o plano do seu possível avô parecia mesmo perfeito, o jovem capitão a conduzia com segurança.

Uma nova porta se abriu, foi quando Norton parou. <<Senhorita April, por favor, ali.>> Ele apontava para uma parede. Sara não entendeu bem, mas seguiu sua orientação. O capitão Norton apontou para um corpo que estava caído ao lado dela. <<Repare nele, olhe bem para ele!>> Sara tentava enxergar o seu rosto, mas a fumaça realmente ofuscava a visão. Ela então se agachou para aproximar-se mais do corpo.  Norton puxou uma espécie de arma. <<Veja, Senhorita April, guarde toda esta cena em sua memória, não se esqueça de nada, nem de mim.>> 

A mente de Sara não conseguia estabelecer nenhuma conexão. <<Capitão Norton, o senhor está morto…>> O corpo em questão era do próprio Norton. <<Quem é você? O que está acontecendo?>> Sara já ensaiava partir para cima do capitão, quando notou a arma apontada em sua direção.

<<Lembre-se, por mais estranho que pareça, eu não estou traindo sua confiança.>> O laser foi imediatamente disparado, atingindo em cheio o corpo de Sara que, sem vida caía ao chão. Ainda chocado, Norton ajoelhou-se perto dela, pedindo-lhe desculpas repetidamente. Mesmo desconcertado levantou-se, carregou os dois corpos – o que parecia ser o seu e o de Sara – por cima dos ombros. Seguiu, sem pressa, até a próxima porta, que já se encontrava aberta.

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